dinsdag 2 mei 2017

Braziliaanse inheemsen van Gamela-stam aangevallen in Viana-gebied, in de staat Maranhão

Vijf inheemsen gewond door schotwonden en bij twee inheemsen zijn handen geamputeerd


De autoriteiten in Brazilië proberen nog steeds uit te vinden wat er precies is gebeurd in het landelijk gebied van Viana, in de noordoostelijke staat Maranhão, bij een gevecht tussen leden van de inheemse stam Gamela en met mannen die met machetes en vuurwapens waren gewapend, aldus de CIMI (Inheemse Missionarissen Raad). Volgens de katholieke entiteit raakten tenminste dertien inheemsen gewond, bij twee van hen waren de handen geamputeerd en vijf zijn beschoten. De slachtoffers werden naar ziekenhuizen in de hoofdstad van Maranhão, São Luis, gebracht. Er is tot nu toe geen bevestiging van sterfgevallen van het incident, zo bericht vandaag, dinsdag 2 mei 2017, The Rio Times.

'We zijn op elk moment bang voor nieuwe aanvallen', zo werd door een van de inheemsen van de Gamela-stam geciteerd door CIMI-vrijwilligers, en voegde eraan toe: 'De politie zegt dat het geen aanval was, maar een confrontatie. Dit is niet waar. We werden in een val gelokt. We kunnen ons nauwelijks verdedigen, kijk wat er is gebeurd.'

Lokale media zeggen, dat er nog steeds geen idee is wie de groep is die de aanval heeft geleid, maar boeren in de regio betwisten het gebied.


Volgens de inheemsen hadden zij besloten een bezet gebied te verlaten toen ze door witte mannen werden aangevallen. 'Ze [Gamela] worden niet door de lokale bevolking als inheemsen geaccepteerd', aldus de lokale sheriff, aangehaald door lokale media. 'Er zijn hier veel vragen over, ik weet niet eens of ze inheems zijn of niet, tot nu toe weten we het niet, we begrijpen het niet', voegde de sheriff toe.

(Bron: Red. De Surinaamse Krant/Google Earth)
Na de aanval werd de militaire politie in de regio ingezet om bij verdere conflicten in te grijpen. De Nationale Inheemse Stichting (FUNAI, Fundação Nacional do Índio) werd ook ingeschakeld en de bedoeling is, dat de federale overheid wordt betrokken bij het waarborgen van de mensenrechten en het beschermen van de Gamela.

Volgens CIMI wordt een van de speciale rapporteur van de Verenigde Naties voor de rechten van inheemse volkeren, Victoria Tauli-Corpuz, in kennis gesteld van de aanval op de Gamela. In New York is het VN-Permanent Forum over Inheemse Zaken sinds vorige week bijeengekomen. De delegatie van Brazilië is vertegenwoordigd door Munduruku, Yanomami, Baré en Kanamary inheemsen, evenals entiteiten als CIMI.




(Red. De Surinaamse Krant/The Rio Times/Reporter24Horas/CIMI/Twitter)

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=9250&action=read

Indígenas Gamela tiveram membros do corpo decepados durante ataque no MA; sobe o número de baleados e feridos

Inserido por: Administrador em 01/05/2017.
Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação - Cimi



Um dos Gamela feridos que tiveram o primeiro atendimento na 
na cidade de Vitória do Mearim. Foto: Ana Mendes/Cimi



Por Equipe de Comunicação - Cimi

Depois de uma madrugada de tensão pelo receio de novos atos de violência contra as aldeias Gamela, além da angústia sobre o estado de saúde dos feridos no ataque deste domingo, 30, contra a retomada dos indígenas no Povoado das Bahias, município de Viana (MA), informações consolidadas dão conta do massacre envolvendo a amputação de membros do corpo de dois indígenas: cinco baleados, sendo que dois tiveram também as mãos decepadas, e chega a 13 o número de feridos a golpes de facão e pauladas. Não há, até o momento, a confirmação de mortes.

Os dados seguem sendo parciais, os números de baleados e feridos podem aumentar, e isso se deve ao fato de que os Gamela se espalharam após a investida dos fazendeiros e seus capangas, entre 16h30 e 17 horas. Os criminosos estavam reunidos para atacar os indígenas ao menos desde o início da tarde, nas proximidades do Povoado da Bahias, numa área chamada de Santero, conforme convocação realizada pelas redes sociais e em programas de rádio locais - inclusive com falas de apoio do deputado federal Aluisio Guimarães Mendes Filho (PTN/MA).

Cinco indígenas foram transferidos durante a noite de ontem e madrugada de hoje para o Hospital Socorrão 2, Cidade Operária, na capital São Luís. Todos baleados em várias partes do corpo e dois chegaram à unidade com membros decepados: um teve as mãos retiradas a golpes de facão, na altura do punho (foto ao lado); outro, além das mãos, teve os joelhos cortados nas articulações.

Na manhã desta segunda-feira, 1o de maio, Dia dos Trabalhadores, dois Gamela receberam alta: um levou um tiro de raspão na cabeça e teve apenas uma das mãos machucadas e o segundo levou um tiro no rosto e outro no ombro, mas sem prejuízos para os órgãos vitais. Os demais seguem internados: dois  em estado grave, correndo risco de morte, e sem alternativa passaram por intervenções cirúrgicas.
"Um deles levou dois tiros, uma bala está alojada na coluna e a outra na costela, teve as mãos decepadas e joelho cortados. O irmão dele levou um tiro no peito. Outro teve as mãos decepadas", relata integrante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) que esteve com os Gamela hospitalizados em São Luís. Carros de apoiadores dos Gamela, inclusive, tiveram que cuidar de algumas locomoções de feridos pela falta de ambulâncias.  

Em Viana e nos municípios do entorno, os feridos receberam atendimento médico com cortes de facão pelo corpo e lesões diversas. Relatos de áudio, ao menos de três moradores e moradoras da cidade, circulam trazendo informações de que boatos correram ainda à noite, horas após a ofensiva contra os Gamela, sobre ataques a serem realizados contra os indígenas na unidade de pronto-atendimento, fazendo com que muitos saíssem do local após os primeiros socorros.  

"Tememos novos ataques a qualquer momento. A concentração de jagunços segue estimulada e organizada no Santero, o mesmo lugar de onde saíram ontem pra fazer essa desgraça com o povo da gente. A polícia tá dizendo que não foi ataque, mas confronto. Não é verdade, fomos pegos de tocaia enquanto a gente saía da retomada. Mal podemos nos defender, olha aí o que aconteceu", diz um Gamela que não identificamos por razões de segurança.    

O Governo do Estado do Maranhão, por intermédio das secretarias de Segurança Pública e Direitos Humanos, está informado dos fatos. A Fundação Nacional do Índio (Funai) também foi notificada e a intenção é envolver o governo federal na garantia dos direitos humanos e de proteção aos Gamela - sobretudo porque a avaliação dos indígenas é de que as polícias Militar e Civil são próximas dos principais opositores da pauta do povo, que na região sobre com racismo e preconceito sendo constantemente taxados de falsos índios.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e a 6a Câmara de Coordenação e Revisão, que cuida dos assuntos ligados aos povos indígenas e quilombolas na Procuradoria-Geral da República (PGR), estão analisando formas de intervenção na situação. A Relatora da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, será comunicada nas próximas horas sobre o ataque contra os Gamela. Em Nova York (EUA), o Fórum Permanente de Assuntos Indígenas das Nações Unidas está reunido desde a semana passada e conta com uma delegação do Brasil de indígenas Munduruku, Yanomami, Baré e Kanamary, além da Repam, Cimi e Fian.

Não é o primeiro ataque sofrido pelo povo Gamela, que luta para que a Funai instale um Grupo de Trabalho para a identificação e demarcação do território tradicional. Devido a morosidade quanto a quaisquer encaminhamentos pelo órgão indigenista, os Gamela decidiram recuperar áreas tradicionais reivindicadas. Em 2015, um ataque a tiros foi realizado contra uma destas áreas. Em 26 de agosto de 2016, três homens armados e trajando coletes à prova de bala invadiram outra área e foram expulsos pelos Gamela, que mesmo sob a mira de armas de fogo os afastaram da comunidade.

 

MA

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